joaolin

O rei vai nu

Economia: a ciência não-exacta

A Economia é uma ciência social e por definição é uma ciência NÃO-exacta. Lida com os ainda imprevisíveis seres humanos que felizmente continuam a poder surpreender, apesar da tentativa de uniformização de pensamento e comportamento que a sociedade exerce sobre as pessoas.

Sendo a Economia uma ciência não-exacta, é também a que mais vezes se terá enganado nas suas previsões, comparável talvez, no melhor dos casos à Meteorologia, e no pior dos casos às ditas “ciências divinatórias” como a Astrologia ou a Cartomancia.

Assim, porque se dá tanta importância às previsões dos economistas? Porque dominam elas os noticiários, com previsões de valores de taxas disto e daquilo? Na melhor das hipóteses devíamos olhar para elas como olhamos para a previsão do tempo (será que vai chover ou vai fazer calor? Vem aí muito vento, uma tempestade? Mas pode não acontecer, as previsões a longo prazo dos meteorologistas raramente têm grande exactidão). Na pior das hipóteses, devíamos olhar para as previsões dos economistas como olhamos para as da astróloga X ou da cartomante Y. Curiosamente, quem é que faz mais dinheiro? Os astrólogos/cartomantes ou os cientistas que lidam e trabalham com ciências exactas?

Porque colocamos mais poder e influência nas mãos de economistas (não-exactos) do que nos cientistas (exactos)? Porque são os políticos, na sua maioria, pessoas formadas em Direito ou Economia (ciências não-exactas) e raramente têm formação científica (ciência exacta)? Talvez a honestidade que a investigação das leis da Natureza exige seja incompatível com as “qualidades” que fazem de alguém um bom político… Talvez por isso, os piores cientistas que conheço são os cientistas que têm maior habilidade política.

Políticos sem som!

Já experimentaram tirar o som à televisão durante o discurso de um político?

Pela mímica, pelo gesticular, pelas expressões, pelos tiques, apercebemo-nos melhor se é honesto, se acredita no que diz, e a mensagem não-verbal, mais difícil de ser manipulada por eles, surge e informa-nos bastante sobre esse político. Experimentem!

Pára!

Tu
que procuras não sabes o quê
apenas sabes que não estás satisfeito

Tu
que encharcas o vazio que sentes
nas compras e compras e mais compras
que persegues o último modelo do último aparelho
cujas imagens te bombardeiam na TV

Tu
que já concluíste que cada última compra
só alivia o teu vazio por um tempo cada vez mais curto

Tu
que procuras apagar esse fogo interno que te consome
mergulhando em alcool, heroína, cocaína
para descobrires que o fogo só aumenta

Tu
que orientas a tua vida em função do poder
do poder que te fascina e te comanda (quando pensas que és tu que tens o controle)
ao qual vives agarrado como uma lapa
porque sentes que não vales nada sem ele

PÁRA…!
Pára a corrida de barata-tonta
em órbita em torno de nada
Pára e reflecte
Pára e encontra-te
Pára e encontra aquilo que é mais genuíno em ti
E honra o teu verdadeiro ser
Sê quem realmente és
E não quem acreditas que tens de ser.

Só assim poderás vir a encontrar finalmente
a Paz, a tranquilidade, o bem-estar verdadeiro,
o sentimento de voltar a casa,
e de que a vida faz sentido,
aquelas coisas que nada do que fazias antes te conseguia dar.

Políticos… leva-os o vento!

Já repararam que aquilo que um político diz que é mau ou que é bom depende de ele estar no governo ou na oposição?

Uma dada medida é a pior possível… quando se está na oposição.

Mal chega ao governo… toca de implementá-la!

Mentiras publicitárias

Acreditas mesmo no que os anúncios publicitários dizem?

Quando vejo os reclames portugueses, às vezes penso que são ofensivos para a inteligência dos portugueses! As empresas acham mesmo que as pessoas acreditam naquilo?

Cabe-te a ti mostrar que és mais inteligente do que eles pensam! Pensa pela tua própria cabeça, não acredites no que dizem.

Impossível!

- “Impossível! Isso é impossível! Está provado que é impossível!”

O homem afastou o olhar dos pássaros que estivera a observar e cismou! Se saltasse do penhasco, não havia dúvida que caíria e morreria… e no entanto…

Regressou com o seu pai e companheiro de caça à gruta onde moravam. Despiu as peles que vestia e aqueceu-se junto à fogueira onde seria cozinhado o animal que tinham conseguido caçar.

Apesar da autoridade paterna e da evidência de que os homens não podem voar, ele não desisitiu de pensar nisso e de alimentar essa esperança.

Milhares de anos depois, nós (e os irmãos Wright) agradecemos…!

——————————————————————-

Mesmo que algo pareça impossível, tem uma enooorme utilidade:  servir de inspiração no presente, e se calhar tornar-se uma realidade no futuro. Obrigado Zeitgeist!

Pensa!

Pensa! Não deixes que os media, as empresas, a TV, os anunciantes, a igreja, a escola, a família, os amigos, pensem por ti! Se o fizeres, depois não te queixes de que eles governam a tua vida!

Banksy claro!

Banksy no seu melhor! Quer queiramos quer não, com a escassez do petróleo, e com a degradação rápida de todos os sistemas de apoio à vida (solo arável, oceanos, água potável, etc.), vamos ter de mudar os nossos estilos de vida.

Changing minds

Changing minds may not seem like a very dramatic or exciting challenge, but it’s the challenge that the human future depends on.

–David Quinn

 

Mudar mentalidades pode não parecer um desafio particularmente interessante ou entusiasmante, mas é deste desafio que o futuro da humanidade depende.

Poema do funcionário cansado

Um poema belo que nos recorda o que é importante mesmo na vida. O que perseguimos mesmo na vida? Coisas que nos fazem sentir vivos ou simplesmente atordoam a falta de significado que sentimos? Vivemos com ligação ao nosso centro ou sempre na periferia, de um lado para o outro que nem baratas tontas?

O funcionário cansado

A noite trocou-me os sonhos e as mãos

dispersou-me os amigos

tenho o coração confundido e a rua é estreita

estreita em cada passo

e as casas engolem-nos

sumimo-nos

estou num quarto só num quarto só

com os sonhos trocados

com toda a vida às avessas a arder num quarto só

Sou um funcionário apagado

um funcionário triste

a minha alma não acompanha a minha mão

Débito e Crédito Débito e Crédito

a minha alma não dança com os números

tento escondê-la envergonhado

o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente

e debitou-me na minha conta de empregado

Sou um funcionário cansado dum dia exemplar

Porque não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?

Porque me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço?

Soletro velhas palavras generosas

Flor rapariga amigo menino

irmão beijo namorada

mãe estrela música

São as palavras cruzadas do meu sonho

palavras soterradas na prisão da minha vida

isto todas as noites do mundo uma noite só comprida

num quarto só

António Ramos Rosa,

in “Viagem através duma nebulosa”, 1960

Dicas para se ser um pouco mais feliz

Se queres aumentar a probabilidade de ser feliz, não associes a tua felicidade à posse de objectos.

Uma sociedade doente…

Sentes-te bem a viver num mundo onde 1% da população detém 40% da riqueza? Num mundo em que todos os sistemas de apoio à Vida estão em degradação rápida, desde a água, ao solo, aos oceanos? E o que dizer quando dez mil pessoas esperam a noite toda à porta de uma loja para comprar um iphone? E que geram desacatos quando não o conseguem? Ou numa em que alguém vende um rim para comprar o mesmo artigo? Que tipo de sociedade construímos?

O futuro alimentar que nos espera

Desejas obter uma boa descrição e explicação da situação alimentar da Terra que iremos defrontar no futuro próximo? Vê os primeiros 24 minutos do programa Biosfera da RTP2:

http://www.youtube.com/watch?v=pNVBF_K_IW4

O video mais importante que já vi nos ultimos tempos! A não perder!

O video mais importante que já vi nos ultimos tempos! A não perder!

Finalmente uma esperança para o futuro da espécie humana!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=B56QvDwYTx8#t=0s

Memória e emoções

“A solidez e durabilidade de uma memória estão relacionadas com as circunstâncias emocionais em que essa memória foi adquirida.”

- Joaquim Fuster

Afinal o Sócrates tinha razão…!

“Se não houvesse dívida no nosso sistema monetário, não haveria dinheiro.”
- Marriner Eccles, Governador da Reserva Federal Americana, 1941

Não aceitemos esta ordem económica mundial que gera a escravidão moderna

“Há duas maneiras de conquistar e escravizar um País: Uma é pela espada. A outra é pela dívida.”
- John Adams  (1735-1826)

2011 deverá ser um dos anos mais quentes dos últimos 80 ou 100 anos

Men plan; God laughs…!

Men plan

God laughs…

Pássaros!

Teremos aplausos com certeza…

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”

A ordem criminosa do mundo

Um bom documentário da TVE (com legendas em pt-br), com Jean Seagler e Eduardo Galeano. A ver…!

Um problema de saciedade

Quanto mais reflicto mais  concluo que grande parte dos problemas da nossa sociedade resultam de um problema de saciedade!

Quando damos comida a um animal (por exemplo a um cão), ele come tudo e se lhe dermos mais um bocado, ele come esse bocado. E se lhe dermos mais ainda, ele continua a comer. E dei comigo a perguntar-me o que aconteceria se eu continuasse a dar-lhe ainda mais comida. Quando é que ele pararia de comer e se consideraria saciado?

Na realidade, os seres humanos sofrem de um problem de ausência de saciedade. Se os muito ricos reconhecessem que são “podres” de ricos, que nunca conseguirão gastar tudo o que têm mesmo que vivam até aos 120 anos, talvez pudessem redestribuir a sua riqueza, dado o seu excedente ser-lhes totalmente inútil e poder ajudar tanta gente a sair da pobreza.

Talvez se os muito ricos assimilassem a descoberta de que a partir de um certo nível de riqueza e conforto material, ser mais rico não traz mais felicidade, enquanto pelo contrário, dar e apoiar uma causa maior, isso sim pode trazer uma felicidade e alegria profundas e genuínas, se os ricos reconhecessem isto e usassem isto, o mundo seria um lugar bem mais feliz.

Ao fazerem isso, os ricos estariam a dar sinais de inteligência humana e simultaneamente a terem acesso a uma felicidade genuína e não feita de ostentação social e glamour que só alimentam a insegurança e o medo que no fundo sentem bem lá dentro, medo de não serem nada, de não terem valor nenhum, de ninguém lhes ligar, caso fossem menos ricos.

Os “mercados” financeiros

Ouvimos frequentemente nas notícias dos órgãos de comunicação social dizer que “os mercados” reagiram mal. Ou que é preciso tranquilizar “os mercados”. Ou que “os mercados” punem um dado país. Ou que são “os mercados” que realmente governam o mundo.

Ora “os mercados” têm nome, não são anónimos embora eles gostem de o ser, pois assim escondem-se cobardemente por detrás desse anonimato. É preciso dizer o nome das entidades que estão por detrás dessa designação “os mercados”. Quem são esses investidores? É o Banco X ou Y? É o país A ou B? É a firma ou empresa C ou D? Pois digam o nome delas!

Apelo aqui aos jornais e televisões de todo o mundo que digam os nomes de quem está por detrás dos “mercados”. E apelo aos cidadãos que exijam dessas instituições, públicas ou privadas, um comportamento que não seja a de pura selvageria economico-financeira.

Quem são “os mercados”? Porque se escondem por detrás dessa designação? Nomeiem-nos por favor!

Pobre pomba da Paz!

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.